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Firewall via ipchains - parte IV
Por: Guilherme Cox

Neste artigo, iremos finalizar o tópico "ipchains". Estou recebendo vários emails perguntando aonde encontrar as partes anteriores do artigo. Para acessar as partes I, II, e III desde artigo, assim como outros artigos de segurança postados nesta coluna, você deve acessar nossa área de segurança .

Ficamos de esclarecer neste artigo, o conceito de TARGET que uma chain pode assumir, mostrar quais são as TARGETs defaults do sistema e alguns exemplos práticos.

Um TARGET é o destino de uma chain, ele diz para o kernel o que fazer com o pacote. O ipchains usa o parâmetro -j (jump-to) para a especificação de um TARGET . Um nome de um TARGET pode ter no máximo 8 letras e existe diferença entre "RETURN" e "return" .

O caso mais simples é quando não existe TARGET especificada. Esse tipo de regra é usada para contagem de um certo tipo de pacote. Por exemplo, para contar todos os pacotes vindos de 192.168.1.1, nós podemos definir:

# ipchains -A input -s 192.168.1.1

Usando ipchains -L -v , pode-se ver a contagem de bytes e pacotes associados a cada regra.

Existem 6 tipos especiais de TARGETs . Os 3 mais usados são triviais, ACCEPT , REJECT e DENY . ACCEPT permite que o pacote passe. DENY joga o pacote fora, como se ele nunca tivesse sido recebido. REJECT joga o pacote fora também, mas (se não for um pacote ICMP) gera uma mensagem para quem enviou o pacote dizendo que houve erro.

O próximo TARGET , MASQ diz ao kernel para marcarar o pacote. Para isso funcionar você precisa compilar seu kernel com suporte para IP Masquerading (veja como na Parte I). Esse TARGET somente é valido para pacotes direcionados para o chain forward ou chains definidos pelo usuário.

Outro TARGET special é REDIRECT , diz para o kernel enviar o pacote para outro local. Ele somente pode ser usado para regras que especifiquem o protocolo TCP ou UDP e o kernel precisa ter sido compilado com o parâmetro CONFIG_IP_TRANSPARENT_PROXY definido. Esse TARGET somente é valido para pacotes direcionados para o chain input ou chains definidos pelo usuário.

O último TARGET é o RETURN , indica o final de uma TARGET , e diz para para avançar para a próxima regra para decidir o paradeiro do pacote.

Qualquer outro tipo de target diferentes desses 6 indica um target definido pelo usuário.

Um exemplo simples, vamos considerar duas chains: input (chain de sistema) e a chain Test (definida pelo usuário);

`input' `Test'
Rule1: -p ICMP -j REJECT Rule1: -s 192.168.1.1
Rule2: -p TCP -j Test Rule2: -d 192.168.1.1
Rule3: -p UDP -j DENY X

Agora vamos considerar um pacote TCP, vindo do endereço 192.168.1.1, indo para o endereco 1.2.3.4. Ele entra na chain input, e é testado pela regra Rule1, sem sucesso. Passa pela regra Rule2 e é testado com sucesso o TARGET é Test. Então a próxima regra examinada é o inicio de Test, ou seja, a Rule1 de Test. Rule1 em Test é encontrada, mas não especifica nenhuma TARGET , vamos para Rule2 e a regra não é valida para esse pacote, chegamos ao final dessa chain (Test), voltamos para a chain input para a Rule3 que também não é valida para esse pacote. Terminamos assim, as regras da chain input.


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